quarta-feira, outubro 31, 2007
terça-feira, outubro 09, 2007
segunda-feira, outubro 08, 2007
Desculpem
Não tenho dito nada, porque ainda estou em estado de choque com a vitória do Menezes...
(e mais não digo)
(e mais não digo)
sexta-feira, setembro 28, 2007
E assim estamos...
Santana teve um atitude digna. Onde já se viu parar tudo por causa de chegada de Mourinho (e atenção que eu até gosto dele)... Irrita-me, cada vez mais, o tipo de jornalismo que é feito diariamente.
(um dia destes prometo falar mais sobre o estado do jornalismo actual)
segunda-feira, setembro 24, 2007
Feiras Novas
Este ano foram de chorar a rir ;)
Citações interessantes ouvidas ou ditas ao longo desses 3 dias:
Citações interessantes ouvidas ou ditas ao longo desses 3 dias:
- "Estáis-me a gozar?"
- "Ela tá-se a meter com o burro? Oh L. deixa lá o bicho, deve ser só pulgas."
- "Oh F., fecha a janela que está frio!!!"
- "Mete isto, mete isto, assim já fecha!"
- "Ainda te roubam o carro só pelos descontos do McDonalds!"
- "Eu quero porquinho!"
- "Esse balde assim não tá bom, mete mais wisky! Mais, mais, mais... (já a abarrotar) Assim tá bom!"
- "(em altos berros, todos) Para mim tanto me faz, que digas coisas boas ou coisas más..."
- "Oh G. manda-lhe um beijo que amanhã ele serve-nos melhor os baldes!"
- "Puxa para cima, mais, mais, anda.. tá quase. Ufa já está!"
- "Oh não, mais paralelos..."
- "Mas nós vamos ao café dos gays????"
- "É melhor eu fazer uma cara séria porque é amigo do F. e depois lá se vai a nossa imagem!" ( a seguir desmanchamo-nos todas a rir)
- "Que dor de cabeça. Aiiii"
quinta-feira, setembro 06, 2007
Ao longo da vida fazem-se opções. Umas boas, outras nem tanto. No entanto são opções, são decisões de vida que acarretam consequências, quer pela positiva, quer pela negativa. É algo comum a todos nós…
O que me faz alguma impressão é não conseguir entender como é que algumas pessoas que tomam decisões de livre vontade (se calhar impulsionadas pela vontade somente do momento), que são adultas e têm consciência do que é viver, vivam o resto da vida presas ao passado, acorrentadas ao que foi, ao que elas imaginam que tenha sido e a pensar no que poderia ser ainda hoje…
Não entendo, não consigo perceber. Lamento.
Há certos casos, no entanto, que tenho pena (eu sei o sentimento não é bonito, mas neste caso é mesmo o que sinto). Pena porque essas pessoas não conseguem aceitar o que têm hoje, não sabem viver a vida, não apreciam o que a outra parte lhes dá… Vivem agarrados ao passado e com a esperança, muito frágil, de que no futuro, tudo possa vir a ser semelhante a um Passado que elas teimam em querer fazer parecer um conto colorido.
O que me faz alguma impressão é não conseguir entender como é que algumas pessoas que tomam decisões de livre vontade (se calhar impulsionadas pela vontade somente do momento), que são adultas e têm consciência do que é viver, vivam o resto da vida presas ao passado, acorrentadas ao que foi, ao que elas imaginam que tenha sido e a pensar no que poderia ser ainda hoje…
Não entendo, não consigo perceber. Lamento.
Há certos casos, no entanto, que tenho pena (eu sei o sentimento não é bonito, mas neste caso é mesmo o que sinto). Pena porque essas pessoas não conseguem aceitar o que têm hoje, não sabem viver a vida, não apreciam o que a outra parte lhes dá… Vivem agarrados ao passado e com a esperança, muito frágil, de que no futuro, tudo possa vir a ser semelhante a um Passado que elas teimam em querer fazer parecer um conto colorido.
quinta-feira, agosto 23, 2007
Voltei!
:)
Andei pela Costa Brava uns dias, conheci Girona e o seu centro histórico bem bonito, nadei na Platja d´Aro, tive óptimos jantares e acabei em Barcelona... Visitámos a cidade toda, perdemo-nos nas carrers cheias de Arte Nova, passeamos por Montjuïc e pelo Parque Güell, vimos Gaudí, descobrimos o Porto Olímpico e encantámo-nos...
Onde ficar?
Aqui:

:)
Andei pela Costa Brava uns dias, conheci Girona e o seu centro histórico bem bonito, nadei na Platja d´Aro, tive óptimos jantares e acabei em Barcelona... Visitámos a cidade toda, perdemo-nos nas carrers cheias de Arte Nova, passeamos por Montjuïc e pelo Parque Güell, vimos Gaudí, descobrimos o Porto Olímpico e encantámo-nos...
Onde ficar?
Aqui:
Com a melhor vista da cidade, o Arts ficará sempre na recordação...
Sabem que mais? Fui MUITO feliz em Barcelona! :)
P.S: AMR
sábado, agosto 11, 2007
Férias
Vou de Férias!
Hoje, daqui por umas horas. Finalmente...
:)
Serão 7 dias de sol, mar, banhos, jantares prolongados, abraços longos e apertados, passeios de mãos dadas ao final do dia, livros atrasados para ler, beijos molhados, um bom branco ao final do dia, biquinis e grandes gargalhadas contigo*
Onde? Não vos digo ;)
Beijos * * *
Hoje, daqui por umas horas. Finalmente...
:)
Serão 7 dias de sol, mar, banhos, jantares prolongados, abraços longos e apertados, passeios de mãos dadas ao final do dia, livros atrasados para ler, beijos molhados, um bom branco ao final do dia, biquinis e grandes gargalhadas contigo*
Onde? Não vos digo ;)
Beijos * * *
sábado, agosto 04, 2007
terça-feira, julho 31, 2007
terça-feira, julho 24, 2007
segunda-feira, julho 23, 2007
segunda-feira, julho 02, 2007
(Private)
Não sei se vocês gostaram, mas os vestidos da Catarina Furtado na gala do Dança Comigo eram lindos...
É, são feitos pelo Nuno Baltazar... ;)
É, são feitos pelo Nuno Baltazar... ;)
segunda-feira, junho 25, 2007
segunda-feira, junho 18, 2007
E tu, que sabor és?
A propósito da Grande Reportagem da Sic de ontem à noite, sobre a ala de Pediatria do IPO de Lisboa, dei por mim a recordar uma das primeiras reportagens que fiz em 2004.
Chamei-lhe "Diário Infantil de Esperanças Renovadas":
Nove horas e trinta minutos, sexto piso. Saio do elevador e deparo logo com espaços coloridos. Não tenho duvidas que se acabou de entrar na ala de Pediatriado Instituto Português de Oncologia do Porto.
Ao longe, olhares curiosos observam ao pormenor. Vejo ansiedade, curiosidade, medo, vergonha e esperança entre tantos outros sentimentos contraditórios.
Ouve-se, depois de se passar, um «Olá!» tímido e nervoso. É o Ruben. Passados cinco minutos, já está na conversa como se fosse amigo de há muito. O pai, José Silva, explica que hoje, mais uma vez, o Ruben vai ter alta. “Acabou mais uma sessão de quimioterapia. Não sei quando teremos que voltar mas o importante é que, para já, vamos para casa”, diz.
Uns olhos ansiosos pela partida revelam que a alta é o momento mais esperado. Abraçar a mãe e a pequena irmã é o próximo passo. “Sim, porque aqui” – explica o pai – “ é viver um dia de cada vez. Este é, aliás, um sentimento partilhado por todos aqueles que diariamente vivem neste piso”.
O Ruben é um menino de nove anos com uma vida pela frente. Isso está patente em cada movimento que faz, em cada palavra que profere. Brincalhão, inteligente e com um cálculo mental invulgar, revela que quer continuar a estudar para um dia ser “doutor”. Para tal, frequenta todos os dias a sala de aulas do Instituto Português de Oncologia, aí continua com os seus estudos e aprende coisas novas todos os dias, sempre com esperança.
Para um futuro próximo, avizinha-se um transplante à medula, cujo doador será a irmã. O Ruben tem leucemia de alto risco.
No quarto em frente encontro a Ana sentada, lado a lado, a brincar com a mãe. Olha para mim com um sorriso maroto e travesso de um encantador olhar de seis anos.
Pergunta o que queremos. Acha-nos chatos e não nos quer deixar falar com a mãe. Mostra o brinquedo e explica que é com aquilo que está a aprender as letras e os números, com muitos sons à mistura, para ajudar. Perguntamos há quanto tempo ali está: não sabe. “Aqui o tempo passa rápido, e como de cinco em cinco dias os tratamentos acabam, vou para casa”, explica.
Foi-lhe diagnosticado um tumor maligno de órbita, aos quatro anos. Enquanto que o transplante do doador alemão não chega, os seus dias são passados ali, entre o colo da mãe, a dor dos tratamentos e a alegria de aprender todas as tardes algo de novo na sala pedagógica. “Ali aprendo, pinto, brinco e porto-me mal como os outros meninos”. Para a mãe, Paula, a esperança é o que ainda a trás ali a dar forças à Ana.
Para o Sérgio, as brincadeiras e travessuras normais a um menino de dez anos são limitadas, uma vez que uma doença genética no cérebro o impossibilita quer de andar, quer de brincar.
Em Maio de este ano, a mãe Fátima descobriu que o Sérgio tem também um tumor no pescoço. Com um sorriso estampado no rosto, continua a ver os desenhos animados, alheio a tudo o resto que se passa à sua volta. Quando lhe perguntamos se sabe o que tem, abana com a cabeça e responde, apenas, que acredita em Jesus.
Nesta ala há muito mais do que médicos, enfermeiros ou auxiliares. Aqui há voluntários da Liga Portuguesa Contra o Cancro, há membros da Associação de Pais e Amigos das Crianças com Cancro (ACREDITAR), há uma professora e várias educadoras.
Aqui, o importante é tratar a criança com cancro e não só o cancro da criança. Para tal, Filomena Cardoso, professora do primeiro ciclo, ajuda todos os dias a que um menino saia da sala dela com um bocadinho de conhecimento a mais. Confessa que o tempo foi o seu grande mestre e a experiência de duas décadas de ensino especial, também.
O carinho pelas crianças, levou-a a concorrer ao ensino especial e a ser colocada no IPO, há já três anos. Neste tempo, muitas alegrias e tristezas correram, mas a vontade de ensinar permanece. Revela que o ensino aqui se diferencia do ensino normal, pela ausência de livros e permanência de aulas individualizadas, de acordo com a personalidade e disposição de cada menino. “Aqui não há regras, nem horários. A sala está aberta toda a tarde a cada aluno que quiser e estiver com disposição para aprender”, diz Filomena Cardoso.
São quinze horas e a sala de apoio pedagógico está repleta de meninos. «A maior dificuldade é mesmo criar uma boa disposição ao aluno quando este sabe que terá que fazer um exame complicado a qualquer momento”, explica a professora.
Dos pais, obtém a maior receptividade possível. Todos acham que com as aulas os meninos terão uma continuidade no ensino, não quebrando a sua rotina.
A Liga e a Associação Acreditar, trabalham em parceria com a constante preocupação em animar e mimar a criança, sem que esta o perceba. São inúmeras as actividades que preparam, desde saídas aos arredores do Porto, até ateliers de pintura ou de teatro.
Em cada dia no IPO do Porto é um dia diferente. Em cada dia há um sorriso a juntar-se aos demais.
Cláudia Ferreira da Silva
Lembro-me de na altura achar estar preparada para o que ia encontrar, não estava. Nunca se está. Recordo-me dos dias que se seguiram, dos pesadelos, de falar constantemente neles.
Penso em cada um dos rostos que vi, nos meninos que me abraçaram, nas mãos que se estendiam sem pedir nada em troca... E ontem dei por mim a chorar. Que será feito do Ruben, da Maria, da Ana? Tenho medo de saber.
Espero que ainda sorriam...
Chamei-lhe "Diário Infantil de Esperanças Renovadas":
Nove horas e trinta minutos, sexto piso. Saio do elevador e deparo logo com espaços coloridos. Não tenho duvidas que se acabou de entrar na ala de Pediatriado Instituto Português de Oncologia do Porto.
Ao longe, olhares curiosos observam ao pormenor. Vejo ansiedade, curiosidade, medo, vergonha e esperança entre tantos outros sentimentos contraditórios.
Ouve-se, depois de se passar, um «Olá!» tímido e nervoso. É o Ruben. Passados cinco minutos, já está na conversa como se fosse amigo de há muito. O pai, José Silva, explica que hoje, mais uma vez, o Ruben vai ter alta. “Acabou mais uma sessão de quimioterapia. Não sei quando teremos que voltar mas o importante é que, para já, vamos para casa”, diz.
Uns olhos ansiosos pela partida revelam que a alta é o momento mais esperado. Abraçar a mãe e a pequena irmã é o próximo passo. “Sim, porque aqui” – explica o pai – “ é viver um dia de cada vez. Este é, aliás, um sentimento partilhado por todos aqueles que diariamente vivem neste piso”.
O Ruben é um menino de nove anos com uma vida pela frente. Isso está patente em cada movimento que faz, em cada palavra que profere. Brincalhão, inteligente e com um cálculo mental invulgar, revela que quer continuar a estudar para um dia ser “doutor”. Para tal, frequenta todos os dias a sala de aulas do Instituto Português de Oncologia, aí continua com os seus estudos e aprende coisas novas todos os dias, sempre com esperança.
Para um futuro próximo, avizinha-se um transplante à medula, cujo doador será a irmã. O Ruben tem leucemia de alto risco.
No quarto em frente encontro a Ana sentada, lado a lado, a brincar com a mãe. Olha para mim com um sorriso maroto e travesso de um encantador olhar de seis anos.
Pergunta o que queremos. Acha-nos chatos e não nos quer deixar falar com a mãe. Mostra o brinquedo e explica que é com aquilo que está a aprender as letras e os números, com muitos sons à mistura, para ajudar. Perguntamos há quanto tempo ali está: não sabe. “Aqui o tempo passa rápido, e como de cinco em cinco dias os tratamentos acabam, vou para casa”, explica.
Foi-lhe diagnosticado um tumor maligno de órbita, aos quatro anos. Enquanto que o transplante do doador alemão não chega, os seus dias são passados ali, entre o colo da mãe, a dor dos tratamentos e a alegria de aprender todas as tardes algo de novo na sala pedagógica. “Ali aprendo, pinto, brinco e porto-me mal como os outros meninos”. Para a mãe, Paula, a esperança é o que ainda a trás ali a dar forças à Ana.
Para o Sérgio, as brincadeiras e travessuras normais a um menino de dez anos são limitadas, uma vez que uma doença genética no cérebro o impossibilita quer de andar, quer de brincar.
Em Maio de este ano, a mãe Fátima descobriu que o Sérgio tem também um tumor no pescoço. Com um sorriso estampado no rosto, continua a ver os desenhos animados, alheio a tudo o resto que se passa à sua volta. Quando lhe perguntamos se sabe o que tem, abana com a cabeça e responde, apenas, que acredita em Jesus.
Nesta ala há muito mais do que médicos, enfermeiros ou auxiliares. Aqui há voluntários da Liga Portuguesa Contra o Cancro, há membros da Associação de Pais e Amigos das Crianças com Cancro (ACREDITAR), há uma professora e várias educadoras.
Aqui, o importante é tratar a criança com cancro e não só o cancro da criança. Para tal, Filomena Cardoso, professora do primeiro ciclo, ajuda todos os dias a que um menino saia da sala dela com um bocadinho de conhecimento a mais. Confessa que o tempo foi o seu grande mestre e a experiência de duas décadas de ensino especial, também.
O carinho pelas crianças, levou-a a concorrer ao ensino especial e a ser colocada no IPO, há já três anos. Neste tempo, muitas alegrias e tristezas correram, mas a vontade de ensinar permanece. Revela que o ensino aqui se diferencia do ensino normal, pela ausência de livros e permanência de aulas individualizadas, de acordo com a personalidade e disposição de cada menino. “Aqui não há regras, nem horários. A sala está aberta toda a tarde a cada aluno que quiser e estiver com disposição para aprender”, diz Filomena Cardoso.
São quinze horas e a sala de apoio pedagógico está repleta de meninos. «A maior dificuldade é mesmo criar uma boa disposição ao aluno quando este sabe que terá que fazer um exame complicado a qualquer momento”, explica a professora.
Dos pais, obtém a maior receptividade possível. Todos acham que com as aulas os meninos terão uma continuidade no ensino, não quebrando a sua rotina.
A Liga e a Associação Acreditar, trabalham em parceria com a constante preocupação em animar e mimar a criança, sem que esta o perceba. São inúmeras as actividades que preparam, desde saídas aos arredores do Porto, até ateliers de pintura ou de teatro.
Em cada dia no IPO do Porto é um dia diferente. Em cada dia há um sorriso a juntar-se aos demais.
Cláudia Ferreira da Silva
Lembro-me de na altura achar estar preparada para o que ia encontrar, não estava. Nunca se está. Recordo-me dos dias que se seguiram, dos pesadelos, de falar constantemente neles.
Penso em cada um dos rostos que vi, nos meninos que me abraçaram, nas mãos que se estendiam sem pedir nada em troca... E ontem dei por mim a chorar. Que será feito do Ruben, da Maria, da Ana? Tenho medo de saber.
Espero que ainda sorriam...
Subscrever:
Mensagens (Atom)

